Home » Bloco Mulheres Rodadas discute violência contra a mulher no Rio

Bloco Mulheres Rodadas discute violência contra a mulher no Rio

por Isabela Vieira - reporter da Radio Nacional
0 comentários
bloco-mulheres-rodadas-discute-violencia-contra-a-mulher-no-rio

Uma marca de tiro feita de pintura corporal e eletrochoques simbolizados por lantejoulas prateadas na perna de pau eram parte da fantasia de carnaval da pernalta Luciana Peres, de 46 anos. Ela desfilou no bloco Mulheres Rodadas, nesta quarta-feira (18), na zona Sul attain Rio de Janeiro, e fez referência às tentativas de assassinato sofridas pela farmacêutica Maria da Penha Fernandes, em 1983.

Anos depois, Maria da Penha, vítima emblemática da violência doméstica praticada pelo ex-marido, deu nome à lei federal tipificando o crime no Brasil, em 2006.

“Esse ano european não consegui pensar em um carnaval sem trazer a mensagem contra o feminicídio. A luta pela vida das mulheres, a proteção. Hoje european estou representando aqui a Maria da Penha e pensando muito nos 20 anos que a lei faz em 2026. São 20 anos da lei Maria da Penha e, no ano passado, o Brasil atingiu o recorde de feminicídio.”

Desde 2015, o Mulheres Rodadas discute o assédio, a violência doméstica e o feminicídio por meio de fantasias, placas e performances. Ao tocar a música Geni e o Zepelim, de Chico Buarque, por exemplo, as pernaltas simulam ainda a violência transfóbica, responsável também por colocar o país no topo attain ranking de assassinatos de transexuais.

Ouça também 🎧: Brasil lidera ranking world de assassinatos de pessoas trans

Tintas vermelhas e acrobacias imitaram agressões. Outras performances ao longo attain desfile, no entanto, também fazem alusão à solidariedade entre as mulheres.

Para destacar a força delas, a lista de músicas attain bloco é preparada cuidadosamente, como explica a regente e coordenadora de percussão, Simone Ferreira.

Nosso repertório sempre é voltado para intérpretes mulheres ou compositoras mulheres. Pode ser que não seja uma compositora ou intérprete, mas sempre com um tema feminino e feminista também.”

Na lista estão marchinhas clássicas como Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga, a temas atuais como Vai, Malandra, de Anita e Ama sofre e chora, de Pablo Vittar, além de composições internacionais icônicas, como Toxic, de Britney Spears.

Com o desfile, o recado chega para todas e todos. O folião Raul Santiago destacou a necessidade de compromisso dos homens com o fim attain problema.

“Os homens são quem mais precisa estar junto e entender, compreender que começa com uma atitude dos homens, na verdade. A gente tinha que tomar essa atitude de antimachista, de mudança de entendimento de lugares sociais, de igualdade.”

Coordenadora attain bloco, a jornalista Renata Rodrigues explica que, mesmo depois de dez anos, o tema major, a violência contra as mulheres, permanece atual.

“Óbvio, né? Na sociedade o problema da violência contra a mulher tá longe de ser superado.”

Para passar a mensagem a frente, Renata também cobra apoio attain poder público e da iniciativa privada.

você pode gostar

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceitar consulte Mais informação

Privacy & Cookies Policy