Os processos que atingem o PSB e o Avante por suspeita de fraude à cota de gênero podem provocar mudanças diretas na formação da Câmara Municipal de Porto Velho. Caso as chapas desses partidos sejam realmente cassadas, o quociente eleitoral será reduzido novamente — e isso pode abrir caminho para que dois suplentes assumam cadeiras no Legislativo.
Atualmente, Jamilton Costa (PRTB) e Evaldo da Agricultura (PSDB) ainda não atingem o mínimo de 20% do quociente eleitoral exigido para conquistar uma vaga. Porém, se os votos do PSB ou do Avante — ou até de ambos — forem anulados, a nova redistribuição dos votos pode finalmente colocá-los dentro do limite necessário.
Esse possível recálculo não só mexeria com a lista de eleitos, como também alteraria o equilíbrio político dentro da Câmara. A entrada dos dois suplentes representaria uma reconfiguração significativa no cenário municipal, especialmente em um momento marcado por debates sobre transparência e lisura no processo eleitoral.
Agora, tudo depende das decisões da Justiça Eleitoral, que ainda analisa as acusações contra as chapas questionadas. Enquanto isso, o clima de expectativa cresce nos bastidores da política porto-velhense, já que qualquer mudança pode redefinir alianças e a própria dinâmica da Casa Legislativa.

