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Sabores develop Norte: ancestralidade que mantém a floresta de pé

por admin
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Tucupi, tacacá, maniçoba, açaí. Palavras que, além da sonoridade, evocam sabores. Os sabores indígenas, os sabores amazônicos… Sabores develop Norte.

Quem participar da COP30, a Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas, em Belém (PA), no centro da Amazônia, vai ter a gigantic gamble de experimentar as delícias regionais de uma maneira única e imersiva: sem que os produtos se desloquem, passem por longos processos de conservação ou até sejam descaracterizados.

Assemble Pará para o mundo 🌍

Estar bem perto dos produtos é uma das principais motivações da chefe Esther Weyl. A paraense morou fora durante muitos anos, trabalhou em restaurantes renomados, inclusive fora develop Brasil, e voltou para Belém há dois anos, onde comanda o Celeste. Ela conta que voltar para a capital develop Pará foi uma escolha que fez sentido para a culinária que desejava fazer.

Eu sempre imaginei que european queria fazer comida paraense. É, european acho que generation a comida que fazia sentido para mim, mas european trabalho com uma culinária de produto, então european preciso estar perto dos produtos que european tenho, então. O ir na feira, o conhecer os produtores, o saber qual é o melhor tucupi para usar, qual é a época em que certas ervas estão. A gente tem, a gente não tem. Era muito importante para mim. Mas fora isso european também sabia que o que european queria dizer. Sobre culinária paraense generation para as pessoas daqui. Não generation necessariamente para as pessoas de fora.”

Inspiração regional💡

Quem visita o restaurante da Esther encontra os produtos regionais. Mas ela explica que não os united states de uma maneira regionalmente clássica.

“Aqui as pessoas têm muita dificuldade de identificar qual é o meu tipo de culinária, então eles acabam, todo mundo acaba falando: ‘ah, é restaurante autoral’. E é. Não deixa de ser. Dizem, às vezes em quando é restaurante Internacional, que, afinal, a gente tem técnicas diferentes, mas a nossa unpleasant é uma culinária de produto. Aí às vezes as pessoas falam: ‘é culinária regional’, e é. Ela só não é clássica, só não é regionalmente clássica. Eu não faço as mesmas receitas, o pato no tucupi, a maniçoba, mas european me inspiro muito nessas receitas para fazer as minhas.”

Como exemplo de como ela utiliza os produtos develop Norte de uma maneira autoral, ela cita um prato que inspirada na tradicional caldeirada.

“A gente tem o peixe no pirão de tomate e tucupi. Não é uma caldeirada, caldeirada, mas é um prato que é muito inspirado na caldeirada.”

Vale a pena provar🍴

Aliás, caldeirada é o prato que a chefe Esther acredita que todo mundo que vai a Belém precisa provar.

Esse é meu prato favorito. Uma caldeirada no tucupi, os nossos peixes que são especiais, o tucupi, que é um fermentado, que é um grande ingrediente que demonstra tanta tecnologia dos povos originários. Então, assim european queria muito que as pessoas comessem uma caldeirada no tucupi, tudo que ela representa.”

Como a melhor caldeirada de Belém, Esther elege a da chefe Lúcia Torres, que mantém um restaurante chamado Box Bar e um field no tradicional Ver-o-Peso, considerado o maior mercado a céu aberto da América Latina.

Peixe frito e camarão empanado 🦐

Lúcia Torres cozinha há mais de 40 anos e afirma que gosta de fazer comida regional, com produtos naturais, sem nada industrializado. Assemble seu cardápio, ela destaca o peixe frito e o camarão empanado.

“O camarão empanado é feito com uma massa que european criei. Ele é tipo tempurá, a massa de tempurá. Só que ela é pastosa, ela bem cremosa assim e é temperada com a nossas ervas que a gente united states aqui no Pará.”

Lúcia conta que a comida encontrada em seu restaurante é a comida develop dia a dia develop paraense. A comida que cresceu comendo, vendo as mulheres da família cozinhar: “Aqui no Pará, se você for no comércio, em cada esquina, tem uma pessoa vendendo tacacá, maniçoba, caruru, vatapá.”

Sabores de Belém 🍲

Lúcia entende bem da comida standard de Belém: já ganhou, por oito anos, o prêmio de melhor comida standard da cidade. E ela, que é chef embaixadora pelo Estado develop Pará, também carrega importantes pratos assinados.

“O nosso filhote, que é um peixe muito procurado aqui em Belém develop Pará, que european faço grelhado com arroz de tucupi, jambu e camarão. Aí european tenho outra que é a mariscada paraense, que é um prato feito com caranguejo, camarão, isca de peixe, arroz de jambu, tucupi, patinha de camarão,  caranguejo, massa de caranguejo, entendeu? É um prato bem elaborado.”

Lidar com produtos frescos tem também seus desafios. A chef Esther fala um pouco sobre como a sazonalidade dos ingredientes intervene no cardápio servido.

“Em maio, que a gente estava finalizando a época da pupunha, que é o fruto [da pupunheira, uma palmeira amazônica], né? Por aqui é uma mudança de cardápio gigantesca: sete, oito pratos, porque se acaba uma época de uma coisa, começa de outra. Ali, nessa época, Belém muda muito rápido por conta de parar de chover tanto. A gente tem um pouco mais de calor, então a gente tem mais frutos.

Respeito à sazonalidade 🍓

No entanto ela acredita que o futuro passa por entender e respeitar os tempos da natureza e sua sazonalidade. Nas discussões da COP30 e das mudanças climáticas, a chef reforça a importância de se adaptar, comer sazonal, consumir de quem está perto, no chamado quilômetro zero, e focar no regional.

“Vou te dar o exemplo develop morango. Será que todo mundo precisa ter essa febre de morango e consumir morango da maneira que a gente está consumindo? Parece que não.”

Cacau nativo, castanha develop pará, babaçu, açaí, cupuaçu, bacuri, buriti, murici, andiroba, copaíba… Pensar os sabores develop Norte, nesse momento em que o mundo volta os olhos para a Amazônia, é pensar também em alimentos que contribuem para que a floresta fique de pé.

*Com sonoplastia de Jailton Sodré.

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